Estou parado nos bastidores, pouco antes de começar uma palestra, ou estou sentado à mesa da cozinha antes de fazer uma ligação difícil. Meu pulso dispara para noventa batimentos por minuto. Uma sensação de borboletas no estômago se espalha, minhas mãos ficam frias e minha respiração curta se prende no alto do peito.
Se eu digo a mim mesmo: “Isso significa que algo ruim está prestes a acontecer”, esse tremor se transforma em uma ansiedade sufocante. Minha mente começa a criar cenários de emergência, a procurar saídas ou a tentar decorar cada palavra para não parecer ridículo.
Se eu faço uma pausa, olho para meus sapatos e digo a mim mesmo: “Meu corpo está apenas reunindo energia porque este momento é importante para mim”, exatamente o mesmo tremor se transforma em vitalidade. A adrenalina deixa de parecer uma inimiga e começa a parecer estado de alerta.
Ansiedade e empolgação não são dois estados diferentes de ser. São a mesma energia física interpretada por meio de duas posturas mentais distintas: resistência e entrega.


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